sábado, 10 de julho de 2010

Réplica poética " maluquice boa"

Daquele momento nada entendo
Nem de mim, nem de ti.
Não esperava isso de ti
Mas como posso esperar algo de ti,
Se não esperava isso de mim?
Não sei a causa e nem o efeito do acontecido
Incomodo-me em pensar
Pois motivo não havia
Nem haverá
Mas tenho comigo guardado o acontecido,
Mesmo sem querer,
Apenas no meu íntimo como “desacontecido”
Antes não tivesse conhecido
Apenas ouvido falar
Mas se o tempo não pode voltar
Basta apenas amizade cultivar
Pois se fosse possível tal coisa
Ainda assim te conheceria
Mas voltaria no tempo e nada haveria acontecido
E então nada nos incomodaria
Tudo estaria nos conformes como deveria
Mas o que posso dizer é que de amanhã nada sei
E hoje, eu sei, tenho dentro de mim um amor que amei, amo e amarei.

Por autor ANÔNIMO

quinta-feira, 8 de julho de 2010

“Maluquice boa”

Nem me vem à cabeça deixar de lado
Antes não tivesse conhecido
Livremente há imagino um dia
Uma maluquice tenho aqui comigo
Reinvento todo minuto do acontecido
Um a cada momento é encantador
Talvez tenha a sorte do meu lado
Ainda vou ter comigo por um momento
Ostento vontade até acabar minhas forças
Beleza sua me faz manter agradável
Incrível a sensibilidade que sinto e vejo
Assim penso imaginar sua imagem
Coloro meus desenhos imaginados
Invento e recrio lua, estrelas e sol
Antes esses astros não estavam tão belos
Noto maior beleza eles juntos dela
O que tenho agora é esperar, imaginar e viajar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fernando Pessoa

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas
que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos
que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia,
das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano,
enfim… do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- “Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e…… isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos
os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”
Fernando Pessoa

Poemas de poeta um romacista

Kambo tu não é, apenas esquece levemente;
Espontânea acredito sinceramente;
Leve suas astúcias viagens com palavras;
Enxergo sensibilidade aberta;
No entanto me sinto longe
Leio sentimentalismo de si;
Uma vez tanto equilíbrio;
Como posso compreender?
Imagino mistério como o sol;
A boca tenho pra mim;
Não me importa apenas a imagem!
Ostento sim prazer em conhecê-la.


Senti sua sensibilidade assim que conheci
Imaginei naquele momento me aproximar
Lidava com ela no auge de sua beleza
Mantinha uma vida pura dentro si
Ali já sabia que poderia me encantar
Restava a mim não resistir a tanta feminilidade
Agora tenho tanta vontade de tocar
Lido com algo que não me entendo
Uma única vez ainda não tive chance
Como posso me segurar?
Indago porque não posso se sou seu anjo?
Antes ela me desse um não logo
Nenhuma tristeza sentiria, pois saberia que não teria chance.
O jeito mesmo me parece é ter esperança, quem sabe um dia!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

De tudo escrever

Letra

mensageiros de algodão
Fascína o meu céu
Sentados na poeira branca
Eles brincam com papel

Passageiros de algum trem
O destino é o que lhe convém
Viajem distante é sina
Ensina o que os olhos não vêem

Mesmo sem saber como lidar
Com as minhas formas de imaginar
Minhas fantasias me faz soltar
Há um tempo que eu não sei esperar
Que eu nem sei mesmo se virá

Mas eu sei como me satisfazer
Há imaginar e de tudo escrever

Imaginação é tanta
O corpo fica tonto
A luz pra mim é espanto
Me contenta meu canto

E sentado em qualquer esquina
Apresento o que me fascína
A luz do meio dia
Que no descanço eu dormia

Mesmo sem saber como lidar
Com minhas formas de imaginar
Minhas fantasias me faz soltar
Há um tempo que eu não sei esperar
Que eu nem sei mesmo se virá

Mas eu sei como me satisfazer
Há imaginar e de tudo escrever

Meus eus

Letra

Eu assim como um cara qualquer
Vivo nessa, mas com pressa de alcançar
Uma passagem com sua licença eu vou viajar
É que assim lá vou sem querer enganar os meus eus
Mesmo sem me acostumar com um dia
Um outro dia, um outro lugar
E ter a sensação de que tudo está em paz

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Poemas de um poeta romancista

Lembro -me de um sonho
Uma vontade de criança
Aquela menina graciosa
No qual queria brincar de roda
Aparece e me faz uma moda
Levei um susto, a beleza assustava
Uma hora eu nem enxergava
Com tanta angústia engasgada
Imaginava uma vida não destinada
Amor que poderia oferecer não deu em nada
Nosso encontro mostrou algo encantado
Onde o sonho amor me mostrava.


Dianta agora do nada me aparece
É meio pensativa e calada
Bonita ao ponto de me imaginar
Ostentando vontade de conhece-la
Resta me agora sorte e atração
Assim vejo como graciosa sua pessoa
Lido com sentimento poético
Uma vez idolatrando sua beleza
Cabelos encaracolados por sua costa inteira
Imagino mistério apreciado
Aluado é o que me sinto agora
No outro mundo meu longe daqui
Onde esperança e sorte precisarei.